Parafraseando DeRose, a imprensa é uma faca de dois gumes. Mas o que seria da sociedade sem uma boa faca.
Essa semana saiu em uma revista de circulação nacional a opinião de uma jornalista/redatora que acabou desagradando não apenas os praticantes e profissionais do Método DeRose mas também boa parte dos adeptos sérios dessa filosofia de vida perfeita exercida por pessoas imperfeitas.
Sabemos que a imprensa na maior parte é assim: sensacionalista, superficial e por vezes tendenciosa. É isso que faz a audiência, pois o povo também adora ver o circo pegar fogo.
Pessoas mais cultas, educadas, lidas e viajadas possuem uma habilidade maior em distinguir fatos usando o próprio bom senso. Mesmo que elas não dominem determinado assunto procuram se informar da veracidade das informações antes de saírem disparando comentários a respeito.
Entretanto pessoas que não possuem esse discernimento saem repassando qualquer boato facilmente. É como, quando recebemos aquele email, mesmo que de fonte confiável, que contém um vírus no anexo e de forma imprudente saímos abrindo o arquivo e infectando todo o HD, ou pior, encaminhamos para centenas de outras pessoas.
No caso da fofoca temos um antivírus bem eficiente que é o nosso axioma número um: Não acredite. Não acredite em mim e no que fala contra mim. Não acredite na propaganda, nem nas notícias que chegam pelos jornais. Não acredite na informação mais honesta, transmitida pela pessoa mais sincera, pois até essa sofreu distorção. Porque todas as “verdades” são relativas a uma ótica particular, dependendo do observador. Todas as afirmações aureoladas como verdades, sofreram as distorções da cultura, neuroses e interesses (ainda que inconscientemente) dos que as aceitam como reais.
Lembro de uma passagem muito interessante que li há muito tempo atrás no livro sobre boas maneiras do DeRose:
Como pessoa pública, fui alvo, a vida inteira, de maledicências atrozes, arquitetadas pelos concorrentes por motivo de inveja das realizações importantes que tive a felicidade de protagonizar. Pois saiba que sempre tirei proveito dos disse-me-disses, transmutando-os em divulgação positiva. Posso declarar que mais da metade dos meus alunos me foram enviados pelos concorrentes que, ao tecerem algum comentário aleivoso, excitaram-lhes a curiosidade. Eles vieram para ver de perto e acabaram gostando do que viram!
DeRose – Boas Maneiras no Yôga
Assim como qualquer outro profissional ou praticante sério e autêntico de Yôga procuramos, acima de tudo, levar em conta nosso Código de Ética que em sua segunda norma é Satya, a verdade.
Portanto não devemos fazer uso da inverdade, seja ela na forma de mentira, seja na forma de equívoco ou distorção na interpretação de um fato, seja na de omissão perante uma dessas duas circunstâncias. Pois o boato mais grave é aquele que foi gerado com boa-fé, por falta de atenção à fiedelidade do fato comentado, já que uma inverdade dita sem más intenções tem mais credibilidade.
Pena que nem todos agem assim!
Para os que me perguntaram como agir nestas circunstâncias devemos sim, defender o que está sendo difamado com muita coragem e combatividade, já que ouvir boatos e deixar que sejam divulgados é tão grave quanto passá-los adiante. Entretanto sejamos sempre educados e cordiais pois é isso que caracteriza o nosso estilo, o nosso Método e aquilo que o DeRose sempre faz dando exemplo.
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