Quando o sol se punha, todos parávamos o que estivéssemos fazendo e ficávamos em pequenos agrupamentos observando o crepúsculo. As famílias se reuniam, as crianças se encarapitavam nos ombros dos mais velhos ou no colo dos pais. Os casais se acolhiam e acaraciavam.
Essa era a hora de fazer as pazes, se alguém ainda estava ressentido com alguma coisa; era também a hora de recitar poesias, quase sempre compostas de improviso, ali mesmo. Sempre foi muito fácil para o nosso povo compor poemas de amor, ao pôr-do-sol, pois os rostos ficavam docemente iluminados pelo alaranjado do sol poente.
Não tínhamos noção do que era aquele disco luminoso no céu, mas sabíamos que era lindo e que devíamos e ele a nossa vida, a luz que nos iluminava, o calor que nos aquecia no inverno. Não imaginávamos que fosse alguma divindade e sim um fenômeno natural como o raio, o trovão ou a chuva, e o reverenciávamos com um grande respeito e afeto.
Texto extraído do Livro Eu me lembro…,do DeRose.
O entardecer sempre costuma ser um momento especial do dia, principalmente se o for ao lado de pessoas que apreciamos muito. Lembro-me de passar vários momentos assim, especiais. Um deles não poderia ter sido melhor descrito pelo nosso amigo Alessandro Martins:
Com o olhar voltado não para o sol, mas para as belíssimas nuvens rosadas – eu diria sussurrante que a brisa morna é um remédio, que cura o passado e nos alivia do peso do futuro, levando tudo para trás…
Muito das coisas que a vida nos oferece não custa nada e ao mesmo tempo tem um valor inestimável: como os amigos, a Natureza e tudo mais. Por isso, procuremos valorizar cada instante juntos.
Confira o texto na íntegra no blog Cracatoa Simplesmente sumiu, boa leitura e uma ótima tarde pra você.
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