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Guru Pújá

Hoje, 18 de fevereiro, comemora-se o Dia do Yôga por lei em vários estados brasileiros.
Nesta data também é comemorado o aniversário do Mestre DeRose. DeRose, além de um grande amigo, é também o meu Mestre em Yôga. Ele é o responsável por tudo o que eu aprendi e ainda aprendo nesta maravilhosa filosofia de vida, e também por reforçar vários outros valores como a amizade, a tolerância, a lealdade, a ética, a alegria sincera e muito mais.
Por isso, seria impossível expressar em palavras todo o carinho e admiração que sinto por esse grande educador. Acredito que a melhor forma de retribuir é traduzir isso em ações efetivas no meu dia-a-dia, no sentido de fazer com que sua obra; todo o seu trabalho árduo, que já dura quase cinco décadas, seja cada vez mais reconhecido e respeitado pelas pessoas. Esse blog surgiu com uma dessas finalidades. A de levar a Nossa Cultura ao maior número de pessoas possível.
DeRose, 65 anos de vida dos quais 50 dedicados ao magistério do Yôga.
Todos os dias faço o meu pújá ao Mestre DeRose como forma de retribuição. Explico: Pújá  na estirpe do Yôga Antigo significa oferenda, honra ou retribuição de energia ou força interior. Está inserido dentro da prática do SwáSthya Yôga ortodoxo (ashtánga sádhana) e constitui a segunda parte ou anga desta prática.
O pújá é dividido primeiramente em duas partes:
Báhya púja – externo, expresso com oferendas materias (um livro por exemplo);
Manassika pújá – interno, manifestado por meio de mentalização e atitude interior.
A função desta técnica é estabelecer uma corrente de sintonia entre o discípulo e o Mestre. Quando o discípulo educado trata de somente enviar uma oferenda de boas vibrações e mentalizações ao seu Mestre, gera-se um campo de força favorável à identificação entre ambos, consequentemente, ocorre um jorro de retorno àquele que fez a emissão original.
Quando penso em pújá sempre me emociono ao ler as lindas palavras do Mestre Sérgio Santos em seu poema feito ao Mestre DeRose. Esse é um lindo exemplo que reproduzo na íntegra:
Guru Pújá.

Anoitece… e na madrugada profunda ouço um rio,
um rio enluarado como o brilho dos seus olhos;
olhos que se abrem como as pétalas de uma rosa:
uma flor que exala luz, calor e proteção,
envolvendo aqueles que têm asas para voar.

Amanhece… e no azul iluminado vejo um lago,
um lago cristalino como a pureza das suas palavras;
palavras de poder que construíram um palácio:
uma fortaleza onde foi plantado um jardim,
um jardim de sol, pássaros e infinito.

O lago gera o rio que alimenta as montanhas
que se entrega ao mar que se espalha em nuvens
e que retorna, em chuva, ao lago.

Tudo se refaz em sementes, flores, frutos e em novos jardins;
e tudo se perpetua vivo como a força do amor que nos une.

Para você, Arquiteto do meu palácio,
que ilumina todos os dias e noites do lago,
e que habita na eternidade do aqui e do agora,
para sempre,
dentro do meu coração.

Sérgio Santos

Lake Palace, Udaipur, Índia, 1995.

Dedicado ao meu Mestre DeRose.

Muito bonito não é mesmo?
Sérgio Santos, também como um grande Mestre, disserta com muita naturalidade sobre esse tema, que considero um dos mais importantes para se evoluir dentro da senda do Yôga, bem como, imprescindível para qualquer pessoa.
Mestre Sérgio Santos é presidente da Federação de Yôga de Minas Gerais
Créditos

Entre outras importantes obras esse é um dos livros que se destaca e que deve fazer parte da sua coleção.


Ao Mestre DeRose, meus parabéns por mais um ano repleto de conquistas e felicidades, e minha eterna gratidão. Feliz dia do Yôga!
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