O Poder da distração

Você sabe como funciona a distração em nossa mente? A animação abaixo tenta exemplificar. Parece que nos sentimos bem assim quando algo nos perturba.

Para se ter uma ideia de como é nossa mente, vou usar o exemplo de Rámakrishna:

Rámakrishna foi um sábio hindu que viveu na Índia entre os séculos XIX e XX. Ele comparava a mente humana com um irrequieto macaco, que tivesse tomado álcool, tivesse sido picado por um escorpião e, ainda por cima, se lhe tivesse ateado fogo ao pelo! Imaginou a cena?

Quem pratica Yôga sabe que antes de desenvolvermos uma concentração mais exacerbada vamos desenvolvendo também a habilidade de abstração dos sentidos (pratyáhára). Trata-se de um fenômeno que todo o mundo já experimentou muitas vezes. Ocorre, por exemplo, quando estamos entretido em algo que nos interessa e não escutamos os ruídos a nossa volta, como uma buzina, campainha ou alguém chamando-nos.

O pratyáhára é denominado consciente quando o mesmo fenômeno torna-se voluntário. Por exemplo,  estamos na sala e decidimos não escutar mais a música ambiente ou o ruído da rua.

Trata-se de algo natural. Simplesmente administrar os nossos sentidos, desligá-los, tornar a ligá-los ou mesmo aguçá-los da forma mais interessante para nós.

Quem sabe assim, consigamos melhorar nossa forma de agir, que não seja apenas pelo impulso.

Vídeo visto aqui

Se não aparecer o vídeo clique no título deste post para assistí-lo.

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About Julio Simões

Júlio Simões é Instrutor do Método DeRose com ênfase em qualidade de vida e alta performance.